Como resolver o problema dos roncos noturnos ?

Atualizado: 13 de Ago de 2020



Uma das queixas mais comuns no consultório de Medicina do sono são os roncos noturnos. Mas geralmente o seu ruído incomoda mais o(a) parceiro (a) do que a própria pessoa. E às vezes a queixa do(a) parceiro(a) também envolve as paradas respiratórias, que podem estar presentes em quem ronca. Elas dão uma sensação de angústia em quem está observando, pois o paciente pode apresentar um sono muito agitado associado a sudorese intensa.

Mas podemos dizer que os roncos são apenas o topo do iceberg. “A parte submersa” deste iceberg pode ser uma síndrome respiratória responsável por uma série de sintomas e de agravos à saúde desta pessoa que está roncando: A síndrome da Apnéia e Hipopnéia obstrutiva do sono (SAHOS). Para mais detalhes ler o artigo sobre esta síndrome.

Na ausência de apnéia obstrutiva do sono, o paciente pode tratar apenas os roncos. Neste caso são indicados:

- Medidas gerais: higiene do sono (ver artigo) e comportamentais (como perda de peso, retirada de álcool e de medicações sedativas), evitar dormir de “barriga para cima”, tratar problemas otorrinolaringológicos (como rinite alérgica) e incentivar a prática de exercícios físicos.

- Aparelhos intraorais (AIOs): colocados “dentro da boca” na hora de dormir. Tracionam a mandíbula para a frente, impedindo assim a obstrução da via aérea superior durante o sono. São contraindicados para pacientes com ausência de dentes ou com disfunção das articulações têmporo-mandibulares (ATM). Os efeitos colaterais são geralmente transitórios: salivação excessiva, sensação de boca seca, dor ou desconforto nos dentes de apoio e/ou gengiva, dor ou desconforto nos músculos da mastigação e/ou nas ATM. No longo prazo podem trazer alterações dentárias ou esqueléticas progressivas, causadas geralmente por movimentação dentária.

- Cirurgias: indicadas quando há alterações anatômicas da via aérea superior. Dependendo da localização das alterações, podem ser nasais, faríngeas ou craniofaciais. Mas a maioria destes procedimentos tem menor eficácia que os anteriores. Estudos com boa evidência científica são escassos pela natureza dos procedimentos.


Fonte: Consenso brasileiro da Síndrome de apnéia obstrutiva do sono da Associação brasileira do sono


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