As múltiplas funções da melatonina


A melatonina é um hormônio que pode controlar toda a fisiologia do dia e da noite. Para fazer isso, ela tem que atuar em vários sistemas fisiológicos do nosso organismo.

Ela, além de induzir o sono, provoca redução da ingesta alimentar, provoca resistência insulínica, redução da temperatura corpórea e redução da pressão arterial. Por efeitos tardios, pode também regular a fisiologia do dia.

Realiza também a regulação do metabolismo energético, o peso corpóreo (ingesta e perda energética), das respostas imunológicas e inflamatórias, do processo reprodutivo (age em todo o eixo hipotálamo-hipófise-gonadal), do sistema cardiovascular, da função neural (de neuroproteção como antioxidante poderoso e neuroplasticidade, importante para o processo de aprendizagem e memória), da fisiologia da gestação, da comunicação materno-fetal e do desenvolvimento fetal.

Assim, os efeitos da melatonina são complexos e abrangem grande parte dos sistemas fisiológicos não se restringindo, portanto, somente ao sono. O mesmo vale para os medicamentos que induzem ao sono e que agem nos mesmos receptores da melatonina, atuando também como hormônios.

Se por alguma razão, houver uma perturbação deste perfil de secreção da melatonina, podem ocorrer sérias consequências clínicas. Isto pode ocorrer pelo uso inadequado da melatonina ou pelo uso de drogas que bloqueiam a sua síntese, como o uso de betabloqueadores para hipertensão arterial à noite.

E nos trabalhadores noturnos pode ocorrer uma supressão de secreção da melatonina. Esta baixa síntese de melatonina pode levar à resistência insulínica, obesidade, hipertensão arterial, entre outros efeitos deletérios para o organismo. Nestes casos, recomenda-se o uso suplementar da melatonina à noite, apenas nos dias de folga do trabalho. Isso ajudaria na ressincronização do organismo e na melhora metabólica.

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