Relação entre apnéia obstrutiva do sono (AOS) e obesidade.

No episono (estudo epidemiológico recente realizado pela UNIFESP) observou-se que a obesidade é um importante fator de risco para AOS, pois indivíduos com IMC (índice de massa corpórea) maior que 30 tinham risco 10 vezes maior de apresentar AOS. Mas também um impacto tão ou maior da idade na presença de AOS, principalmente a partir dos 60 anos.

Os indivíduos obesos têm um aumento do volume dos tecidos moles da via aérea superior, parede lateral da faringe, língua e palato mole. Isso ocorre pelo acúmulo de gordura nestas estruturas, o que reduz a luz da faringe. Estes tecidos moles têm pouco espaço para expandir, o que acaba favorecendo o colapso posterior da faringe. A tração que a traquéia exerce na faringe é menor nos obesos. Essa tração aumenta a tensão nas paredes da faringe, o que evitaria a ocorrência de AOS.

A gordura visceral aumenta conforme a idade, tanto em homens quanto em mulheres, independente do ganho de peso. Existe um deslocamento de gordura de regiões periféricas (quadril, pernas e braços) para a região central (gordura visceral). Isso também aumenta o comprimento da faringe (favorecendo o seu colapso) e o tamanho da língua, aumentando a propensão de AOS.


Fonte: Genta PR. Sleep 2014;37:1673-78

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